A cabeleireira virou hairstylist
Máscara facial agora é pelling
A maquiagem virou make
E se optar pelo brilho labial, peça pelo gloss!
A calça preta virou black jeans
A blusinha colada virou top
Se o cano é curto, é unkle boot
E se não sabe o que vestir, consulte um personal stylist
Mas se precisar emagrecer, é melhor um personal treinner!
O frango empanado agora é chicken
O sanduíche, há muito virou hamburguer
Que pode vir acompanhado de um drink
Ou talvez seja melhor um milk-shake?
O parquinho virou playground
A cervejinha no fim da tarde, happy our
E se é bom, é cool
Mas se é ruim, aí é trash!!!
A liquidação virou outlet
Video K7 agora é home theather
Se a música é nova, então é o novo single
E se fizer sucesso, tem que ter show!
Só temo pelo berimbau
O maracatú e o frevo
O acarajé e a tapioca
Que ainda não mudaram de nome,
Não aderiram ao Portoinglês...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
"Viver é ser na multidão sozinho..."
De Cada Lado
Pedro Morais
O mundo é resultado dos contrários
Da força dos leões e dos otários
Da selva de monistas e sectários
Das pedras no caminho
O mundo é uma flor e é o espinho
Viver é ser na multidão sozinho
Um passo para frente é outro abandonado
No mundo, uma ilusão de cada lado
Casa de ferreiro, espeto de pau
Casa de misericórdia, miséria total
Casa de candango, candombe e cal
Casa de abstinência, folia brutal
Deixa nossa porta aberta
Deixa de brincar de fé
Se vai jogar o jogo
Deixa de bater o pé
Se é pra fazer de novo
Deixa de como é que é
Se tudo é perigoso
Logo vem o que vier
Pedro Morais
O mundo é resultado dos contrários
Da força dos leões e dos otários
Da selva de monistas e sectários
Das pedras no caminho
O mundo é uma flor e é o espinho
Viver é ser na multidão sozinho
Um passo para frente é outro abandonado
No mundo, uma ilusão de cada lado
Casa de ferreiro, espeto de pau
Casa de misericórdia, miséria total
Casa de candango, candombe e cal
Casa de abstinência, folia brutal
Deixa nossa porta aberta
Deixa de brincar de fé
Se vai jogar o jogo
Deixa de bater o pé
Se é pra fazer de novo
Deixa de como é que é
Se tudo é perigoso
Logo vem o que vier
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Transformaremos
Existem crianças com fome
Sem onde viver
Sem onde encontrar
Um amor em seu lar
Existem famílias desunidas
Assim como existem pessoas desumanas
Ricos se enlouquecem para emagrecer
Enquanto pobres sofrem para se alimentar
De um lado uma noite ilustrada de alegrias
Do outro a melancolia
Mas acreditamos
Que um dia tudo se transformará
E todos formaremos uma humanidade repleta de igualdades
Este poema foi escrito por Amanda, minha irmã mais nova, quando tinha 13 anos.
Sem onde viver
Sem onde encontrar
Um amor em seu lar
Existem famílias desunidas
Assim como existem pessoas desumanas
Ricos se enlouquecem para emagrecer
Enquanto pobres sofrem para se alimentar
De um lado uma noite ilustrada de alegrias
Do outro a melancolia
Mas acreditamos
Que um dia tudo se transformará
E todos formaremos uma humanidade repleta de igualdades
Este poema foi escrito por Amanda, minha irmã mais nova, quando tinha 13 anos.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Aflição
Vou escrever
Sobre o que me aflige
E, se acaso leres
Saiba que
Entenderás meu coração
E também o que suplico
E talvez o que escondo
Por medo
Por cautela
Por inércia
E, se sentir-se capaz
Não se acanhe
Chegue
Aconchegue
Talvez assim
O que me aflige se tornará ardor
E aí então
Escreverei sobre o que me aquece.
Sobre o que me aflige
E, se acaso leres
Saiba que
Entenderás meu coração
E também o que suplico
E talvez o que escondo
Por medo
Por cautela
Por inércia
E, se sentir-se capaz
Não se acanhe
Chegue
Aconchegue
Talvez assim
O que me aflige se tornará ardor
E aí então
Escreverei sobre o que me aquece.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
APAC e Projeto Novos Rumos na Execução Penal
Lançado em dezembro de 2001 pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o Projeto Novos Rumos na Execução Penal tem o objetivo de expandir o chamado “Método APAC” (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), buscando a humanização do sistema prisional. O sistema APAC trabalha a recuperação do condenado e sua inserção no convívio social, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena.A pena privativa de liberdade procura alcançar três objetivos: retribuição pelo delito praticado, a prevenção do crime e a ressocialização do indivíduo que comete ato criminoso. Entretanto, é sabido que esses objetivos não são alcançados no sistema carcerário convencional. Sua dinâmica em nada contribui para a recuperação e reintegração do preso à sociedade, o que é perceptível no grande número de reincidências em crimes ainda mais violentos. Baseado no princípio da dignidade da pessoa humana e na idéia de que nenhum ser humano é irrecuperável, o método APAC visa a recuperação do preso dando a ele condições de se reintegrar no seio familiar e na dinâmica social como um todo.
No Método APAC, a profissionalização e a espiritualidade são peças chave. Trabalha-se a humanização do sujeito privado da liberdade (aqui, chamado de “recuperando”), bem como sua capacitação para o mercado. Valores como amor a si e ao próximo, ajuda mútua, a importância da família e da comunidade são ressaltados de forma incisiva. O trabalho é aplicado de acordo com a finalidade proposta a cada regime: o fechado é o tempo para a recuperação, o semi-aberto para a profissionalização e o aberto para a reintegração social. Os recuperandos desenvolvem atividades de acordo com a fase em que se encontram, e fazem também cursos profissionalizantes.
Dentro da unidade, os recuperandos recebem assistência médica, odontológica, jurídica e psicológica. São realizados também eventos como encontro de casais, cultos religiosos, momentos de reflexão.
Os baixos índices de reincidência (15%, contra 85% apurado no sistema convencional) comprovam que o Método APAC atinge de forma satisfatória a finalidade proposta pela pena privativa de liberdade. O tratamento digno oferecido aos recuperandos permite que estes possam reintegrar-se à sociedade de maneira efetiva e segura, de modo a minimizar a possibilidade de reincidência.
Coordenado pelo desembargador do TJMG Joaquim Alves de Andrade, o Projeto Novos Rumos na Execução Penal, através de audiências públicas nas comarcas, de produção de material informativo para as APAC’s e comunidade, bem como da capacitação de dirigentes, voluntários e recuperandos em parceria com a Fraternidade Brasileira de Assistencia aos Condenados – FBAC – visa a propagação do método, que hoje é referência não só no Brasil, mas também no estrangeiro.
A importância do projeto foi reconhecida em 2005 pelo “II Prêmio Inovare: O Judiciário no Século XXI”, que é uma iniciativa conjunta do Ministério da Justiça, da Associação dos Magistrados Brasileiros, da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, da Companhia Vale do Rio Doce e da Fundação Getúlio Vargas, que visa a divulgação e sistematização de práticas inéditas e bem sucedidas de gestão do Poder Judiciário. O prêmio foi recebido em Brasília pelo membro da equipe do projeto e juiz da comarca de Itaúna (primeira cidade mineira a adotar o método APAC, unidade que tive oportunidade de conhecer) Paulo Antônio de Carvalho.
O Projeto Novos Rumos na Execução Penal é coordenado pela Assessoria da Presidência para Assuntos Penitenciários e de Execução Penal no estado de Minas Gerais e foi regulamentado pela Resolução nº 433/2004 do TJMG, publicado no “Minas Gerais” do dia 1º de maio de 2004. Possui 81 comarcas envolvidas, que englobam 275 municípios.
Diante dos resultados obtidos pelo Método APAC, é possível reconhecer a importância de sua disseminação, ação proposta pelo Projeto Novos Rumos na Execução Penal. Os indivíduos que praticam delitos precisam ser responsabilizados pelos atos que cometeram, mas é importante ressaltar que estes, após a segregação social ocasionada pela pena privativa de liberdade, estarão de volta à sociedade e a recuperação é fundamental para que sua reintegração se dê de forma satisfatória.
sábado, 7 de novembro de 2009
"Você precisa saber o que passa aqui dentro, eu vou falar pra você!"
Nos últimos meses, fui acometida pela falta de tempo, ou talvez de organização dele, e há muito não apareço por aqui. Mas agora pretendo retomar as atividades, dando vazão a novas idéias.Quando criei este blog, minha intenção era falar sobre assuntos alheios à minha vida pessoal e profissional, sem cunho político (no sentido estrito da palavra) ou ideológico, até mesmo para que me servisse como válvula de escape. Mas as idéias que borbulham em minha cabeça acabaram me fazendo mudar de idéia, então, resolvi ampliar o foco. Sou formada em téc. em agropecuária e exerço a profissão em uma empresa pública, sou estudante de direito e ataco de musicista nas horas vagas. Então, resolvi também incluir meus pensamentos sobre direito, agropecuária, e música (profissionalmente falando). Sem deixar, é claro de continuar a falar sobre livros, discos, poesias, lugares e bobagens, que tornam a vida mais colorida e feliz!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
De volta!
Após mais de 30 dias sem postagens (hoje é dia 15, e não 7 como está datado acima), estamos de volta! Durante esse tempo, conheci muitas pessoas, lugares, livros, discos, sabores novos e interessantes, que estão me fazendo, de certa forma, enxergar o mundo e suas peculiaridades de forma mais branda, leve. E é com esta leveza que pretendo dar continuidade às atividades deste blog! Começo falando do livro maravilhoso que me foi doado por meu querido primo Fernando, que inclusive tem seu blog "Meu código de acesso" incluso em meu perfil. Estive na casa dele e, dentre sua coleção de cd's, discos e diversas outras coisas interessantes, encontrei numa estante livros que versam sobre música, dentre eles, "História Sexual da MPB", do jornalista Rodrigo Faour. Comecei a folheá-lo e logo de cara me apaixonei, é fantástico! De forma descontraída e bem humorada, o que não prejudica a bela pesquisa feita em volta do tema, Faour delineia a tragetória do sexo na música brasileira: quebra de tabus, a libertação sexual da mulher, do homessexual, o sexo nas camadas sociais, seguindo a evolução histórica nas composições tupiniquins. Além do texto primoroso, a obra traz também pin-ups de capas de discos dos anos 50 e 60 cronologicamente organizadas, o que permite uma percepção de como o sexo, mesmo que de forma sutil, sempre esteve presente na MPB.
Para quem gosta de história e música como eu, uma ótima pedida!! E como diria Luiz Melodia, "peça meu livro, querendo, te empresto!"
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